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INVIDIA

 

 

Talvez se lembrasse da luz do escritório

tangendo os passos que não dou

no coração que bate as teclas.

 

Vou abrindo um livro qualquer

Um poeta qualquer

Um colaborador qualquer

Umas meias palavras

Um meio leitor.

 

E parece que minha dor é qualquer também.

(e parece que não há e nem sou o único a ser qualquer)

 

Podem escolher pra esta poesia qualquer fim.

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O Hiperbóreo e o Escritório

Subiu de elevadoruma certa hemiplegia

E o ambiente era errôneo de tudo

Mas os erros faziam dali o lugar

E o lugar fazia dali os seres,

Das linhas retas

Nasciam homens retos

Traçando caminhos tortos

Nas teclas , nas gavetas, nos rabiscos

Nasciam amores das 6 às 18.

 

E o sol contemplava tudo,

Em sua imensidão se contentava em aparecer na janela

Em algumas eram homens bárbaros

E suas esposas prenhas,

Nos sonhos

Dos engravatados e das secretárias.

 

Parte do fluxo corrente meu sangue esquenta

E o escritório vive

Enpastorado, enpastorando.

 

Não viviam ali heróis

Não cresciam ali povos nem guerras nem romances

Era o café

O papo

Bom dia

Até.

 

A grande Ilíada da promoção

As reuniões de Dante e seu inferno

As grandes gravatas de Kafka

E a Odisséia do Happy Hour.

 

(E no escritório não se ouvia mais nada, além dos gritos dos mudos desesperados)

 

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Há quanto tempo tabacarianos?!

Enfim, graças a nova rotina terei tempo de sobra pra ler e escrever, voltarei a postar as boas e velhas poesias de “perdida esperança”, se elas tiverem traços Kafkianos ou de Schopenhauer ignorem, e interpretem por vocês.

Obrigado.

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O Que Se Diz Por Aí, Sobre O que Se Vive

Asfaltei meu coração

para meu amor pisar.

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Vou passar minha vida em fibra ótica.

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Quem sabe a andropausa não seja tal solução?

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Se não fosse coincidência sua ímpar rima com imundo

quem sabe pudera explicar tuas coisas, mundo.

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Sexo tártaro e molho tântrico.

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Dissolução

O filho que não foi varão

já vai se perdendo

em cada esquina,

em olhares que aguçam, em carência.

Já careço de mim também.

Cada viga leva um passo,

Um menos d’eu,

Já sem saber quem sou

Perco o desconhecido

que me é.

Deixo de ser

pra ser feliz.

Feliz por não me ser.

~~~~~~~~

Leitores, inócuos de existência (por enquanto,rs)

Meu nome é Max, de verdade, e vou ajudar, bem como o Caio com poesias esparsas…aí foi uma de minhas curtinhas.

Obrigado.

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